Tipos de robôs industriais: qual é o ideal para cada aplicação?

19 set, 2025 | Automação industrial, Robótica industrial | 0 Comentários

A robótica industrial está transformando as linhas de produção em todo o mundo. Mais de 4 milhões de robôs já estão em operação nas fábricas, automatizando tarefas que exigem repetição, precisão, velocidade e força. 

Ao assumir essas funções, eles reduzem erros, aumentam a produtividade e liberam operadores para atividades de maior valor agregado.

Além disso, possibilitam a padronização de processos críticos, otimizam o fluxo de trabalho, elevam a qualidade dos produtos e contribuem para a segurança no chão de fábrica.

Se você deseja entender melhor como essa tecnologia pode ser aplicada ao seu contexto, continue a leitura e descubra os principais tipos de robôs industriais.

Vamos lá?

Conheça os tipos de robôs industriais!

Antes de explorar os principais tipos de robôs industriais, é preciso saber que eles podem ser categorizados em dois grandes grupos: robôs fixos e robôs móveis. 

Os robôs industriais fixos são aqueles instalados em posições específicas para a realização de tarefas localizadas e repetitivas. Como, por exemplo, solda, montagem ou pintura.

Por isso, são ideais para operações críticas nas quais a variabilidade precisa ser mínima, promovendo qualidade e eficiência em linhas de produção intensivas.

Já os robôs móveis, como os AGVs (Automated Guided Vehicles) e AMRs (Autonomous Mobile Robots), oferecem flexibilidade para movimentar materiais dentro da fábrica, abastecer linhas de produção e otimizar a logística interna. 

Diferentemente dos fixos, eles podem se deslocar de forma autônoma ou guiada, integrando-se a sistemas de gestão. Com isso, ajudam a reduzir o tempo de transporte, liberando operadores para tarefas de maior valor agregado.

Vale destacar que os tipos de robôs industriais podem ser tanto fixos quanto móveis, segundo a ISO 8373:2021. 

Confira a seguir quais são!

1. Robô articulado

O robô articulado é um modelo fixo que possui braços com múltiplas juntas rotativas. E é justamente essa característica que garante grande liberdade de movimento e capacidade de atuar em diferentes ângulos e posições.

Semelhante ao braço humano, essa solução entrega mais precisão, força, repetibilidade, confiabilidade e padronização.

Por isso, costumam ser aplicados em:

  • Soldagem de carrocerias;
  • Pintura automotiva;
  • Montagem de componentes;
  • Manipulação de materiais.

Leia também: Automação e robótica: quais são as diferenças na aplicação?

2. Robô cartesiano 

Já o robô cartesiano é um robô fixo, montado sobre uma estrutura rígida. Ele se movimenta em 3 eixos lineares principais (X, Y e Z), realizando movimentos retos e precisos em planos definidos.

Portanto, é uma solução que promove alta exatidão, simplicidade de programação e robustez, com baixo índices de falha.

Logo, é indicado para processos que exigem controle dimensional rigoroso. Como:

  • Movimentação rápida e precisa de peças pequenas;
  • Carregamento e descarregamento de máquinas;
  • Montagem de módulos;
  • Controle de qualidade automatizado.

3. Robô cilíndrico

Esse tipo de robô industrial é projetado para realizar movimentos circulares em torno de um eixo de rotação, combinando deslocamentos lineares em eixos verticais.

Ele promove versatilidade em tarefas de manuseio, montagem e operações em locais de difícil acesso, com boa relação entre alcance e ocupação de espaço. Tudo isso com precisão e repetibilidade.

Costuma ser bastante aplicado em:

  • Montagem de componentes em diferentes alturas da linha de produção;
  • Manipulação de peças médias em células de trabalho compactas;
  • Operações de soldagem ou colagem em superfícies laterais;
  • Alimentação de máquinas com peças posicionadas em diferentes níveis.

4. Robô polar

A base do robô polar permite movimentos de rotação combinados a deslocamentos lineares e articulações. Com isso, forma uma área de trabalho no formato esférico.

Esse robô fixo promove amplo alcance e flexibilidade de movimentos, sendo capaz de manipular peças em grandes volumes de trabalho e em diferentes ângulos.

Então, é a escolha ideal para processos que exigem alcance estendido, mas não precisam de precisão extrema. Como:

  • Alimentação e retirada de peças grandes em máquinas de usinagem;
  • Manipulação de moldes e ferramentas pesadas;
  • Processos de fundição e injeção de metais ou plásticos;
  • Operações de paletização em larga escala.

5. Robô Delta

Com estrutura leve e braços conectados a uma base fixa em comum, o robô Delta garante alta velocidade e precisão em movimentos repetitivos, principalmente na horizontal.

Eles são reconhecidos por sua altíssima velocidade e precisão em movimentos repetitivos, especialmente no plano horizontal.

Na prática, encontramos os robôs Delta em:

  • Operações de pick and place (pegar e posicionar a peça);
  • Organizações de componentes em alta velocidade;
  • Processos de embalagem e posicionamento de produtos em esteiras;
  • Operações auxiliares de montagem de peças pequenas, como fixadores, conectores ou componentes de chicotes elétricos.

6. Robô SCARA

O Selective Compliance Assembly Robot Arm (Conjunto de Conformidade Seletiva Robot Arm), mais conhecido como robô SCARA, tem um braço articulado com movimentos restritos ao plano horizontal.

Compacto e fácil de integrar, essa solução oferece rapidez, repetibilidade e precisão. Por isso, costuma ser aplicado em:

  • Encaixe de placas de circuito, inserção de componentes;
  • Montagem de peças pequenas, como conectores, válvulas ou sensores;
  • Manuseio e embalagem.

7. Robô colaborativo (Cobots)

Os robôs colaborativos ou cobots são soluções de robótica industrial que trabalham lado a lado com operadores humanos de forma segura, sem a necessidade de barreiras de proteção. 

Eles combinam flexibilidade, segurança e precisão. Portanto, são a escolha perfeita para tarefas semi-automatizadas e adaptáveis a diferentes operações da linha de produção.

Na prática, os cobots são usados em:

  • Montagem assistida;
  • Inspeção de qualidade;
  • Pick & place em linhas mistas;
  • Embalagem e etiquetagem.

A Selettra, por exemplo, projeta o Selettrack LCH1200, um cobot móvel. Esse veículo guiado automático é colaborativo e ergonômico, projetado para compartilhar espaço com operadores de forma segura. 

Ele permite alterar rotas facilmente pelo painel HMI, pode operar em modo manual ou automático e transportar diferentes dispositivos logísticos, aumentando a produtividade sem abrir mão da interação humana no processo.

8.  AGVs e AMRs 

E por fim, os AGVs e AMRs são tipos de robôs industriais móveis. Eles são projetados para transportar materiais dentro da fábrica de forma autônoma. 

Ambas soluções representam uma evolução na logística interna, aumentando a produtividade, reduzindo deslocamentos manuais e integrando-se a sistemas como MES, ERP e WMS.

Comumente, são aplicados em processos de: 

O AGV/AMR tipo plataforma WH500 da Selettra realiza o transporte de cargas diretamente sobre sua base em ambientes intralogísticos. Por ser compacto, ele é ideal para espaços restritos e aplicações que exigem alta rastreabilidade, movimentando racks, bins e pallets leves. 

Leia também: Como funciona a navegação de AGVs: guia técnico completo

Como escolher o robô ideal para sua operação

Como escolher o robô ideal para sua operação

Selecionar o tipo de robô industrial para a sua operação é uma decisão estratégica. Portanto, tem impacto direto na produtividade, eficiência e segurança do processo.

Logo, antes de integrar qualquer solução a sua linha produtiva, é fundamental considerar alguns fatores que vão garantir que a automação industrial agregue valor real.

Portanto, avalie:

1. Tipo de tarefa e frequência

Tarefas repetitivas e de alta precisão, como soldagem ou montagem, se beneficiam de robôs fixos, como articulados ou SCARA. 

Já operações de transporte interno, abastecimento de linha ou movimentação de materiais podem ser atendidas por robôs móveis, como AGVs ou AMRs.

Leia também: Conheça os principais projetos com AGVs Selettra!

2. Peso, volume e complexidade das peças

Por exemplo, peças pequenas ou delicadas exigem robôs ágeis e precisos, como Delta ou SCARA. 

Em contrapartida, itens pesados e volumosos demandam braços polares ou plataformas móveis com maior capacidade de carga.

3. Espaço disponível e layout da planta

O layout da fábrica também define restrições físicas e rotas possíveis. 

Robôs cartesianos e cilíndricos ocupam áreas específicas e são fixos, enquanto AGVs e AMRs oferecem flexibilidade, circulando entre estações de trabalho sem necessidade de grandes alterações estruturais.

Leia também: Layout logístico: como planejar de forma eficiente?

4. Integração com sistemas existentes

É essencial avaliar compatibilidade com MES, ERP, WMS e outros sistemas já em uso. 

Robôs que se integram ao fluxo digital permitem maior rastreabilidade e controle do processo, reduzindo retrabalho e desperdícios.

5. Flexibilidade vs. repetição e segurança

Processos que exigem adaptação constante podem se beneficiar de cobots e robôs móveis. 

Já as operações padronizadas valorizam robôs fixos de alta repetibilidade.

E agora?

A robótica industrial oferece soluções que vão desde a alta precisão de robôs fixos até a flexibilidade dos robôs móveis e cobots, permitindo que cada operação seja mais produtiva. 

Escolher a solução certa entre os tipos de robôs industriais, significa reduzir desperdícios, otimizar o fluxo de trabalho e liberar os operadores para tarefas de maior valor agregado, alinhando tecnologia e resultados financeiros.

Se você quer explorar todas as opções disponíveis e encontrar a solução ideal para sua operação, confira o catálogo completo da Selettra. Descubra como integrar robôs industriais e móveis de forma estratégica, segura e eficiente na sua linha de produção.

OTIMIZE SEU FLUXO DE TRABALHO COM AGV INDUSTRIAL DA SELETTRA!

Avalie este post

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga nossas redes sociais: