Pirâmide de automação: entenda os 5 níveis

13 dez, 2024 | Automação industrial | 0 Comentários

A Indústria 4.0, com sua promessa de fábricas inteligentes e otimização de processos, trouxe uma série de conceitos inovadores de destaque. Você sabia que a visualização deles é mais fácil em uma pirâmide da automação?

Pois é, essa é uma representação gráfica que permite ao gestor entender os níveis de controle da fábrica. Ajuda a gerenciar desde os simples dispositivos até os sistemas de gestão mais complexos.

Quer conhecer a pirâmide e de que forma ela auxilia na aplicação da automação industrial? Leia o artigo que preparamos!

O que é a pirâmide de automação?

O que é a pirâmide de automação?

Como visto acima, a pirâmide é a representação visual da organização hierárquica de processos. 

Composta por 5 níveis, que apresentaremos ainda neste artigo, a análise da pirâmide se baseia em 2 pontos: base e topo.

Na base, temos os equipamentos em contato direto com o ambiente produtivo.

Por característica, ela possui quantidades bem maiores de itens (máquinas, sensores, ferramentas, que são geradores de informações.

No topo, por sua vez, ocorre todo o gerenciamento dos processos e da planta fabril, sendo representados por softwares e dados corporativos.

Nele, a coleta de dados é menor, mas os sistemas inteligentes têm informações valiosas para auxiliar nas tomadas de decisões e elevar o sucesso da operação.

Por que analisar a pirâmide é importante no atual cenário?

Segundo um levantamento da CNI, a Indústria 4.0 está presente em 69% das empresas. Além disso, vem causando uma profunda transformação na forma como as indústrias operam.

Segundo um documento técnico que trata do tema, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o termo é entendido como: 

“futuro da produção, dentro de um esforço para revitalização das empresas em busca de liderança tecnológica e, consequentemente, de mercados globais cada vez mais competitivos”.

Neste contexto, a automação industrial é um dos pilares fundamentais.

Mas, para organizar as inovações e processos pode o apoio de uma boa ferramenta, caso da pirâmide de automação industrial, é imprescindível.

Como você pode ver na imagem já apresentada, ela considera cinco níveis, permitindo observar vários pontos, como:

  • Otimização de processos, aumentando a eficiência e a produtividade;
  • Tomada de decisões estratégicas quanto aos investimentos em novas tecnologias, expansão da capacidade produtiva e otimização de recursos;
  • Implementação da Indústria 4.0;
  • Gestão de riscos e implementação de medidas de segurança e redundância para garantir a continuidade das operações;
  • Integração de sistemas.

Leia o tópico seguinte e conheça detalhes da pirâmide.

5 níveis da pirâmide de automação

5 níveis da pirâmide de automação

Confira como funciona cada um dos níveis da pirâmide da automação. A partir deles, fica mais fácil visualizar esta ferramenta no contexto da sua empresa.

Vamos lá?

Nível 1 – Uso de atuadores, dispositivos de campo e instrumentos de medição

A base da pirâmide apresentará informações sobre tudo que envolve o chão de fábrica e tem contato direto com a produção. São os chamados dispositivos de campo.

Como exemplos, temos:

  • Sensores:
  • Transmissores;
  • Atuadores;
  • Instrumentos de medição;
  • Protocolos de comunicação.

Ou seja, esta camada representa a parte operacional da fábrica. Nela, temos funcionários trabalhando e veículos transportando matérias-primas, permitindo a fabricação.

Importante reforçar que os AGVs e AMRs estão presentes no primeiro nível. Em sintonia com os dispositivos, geram dados e informações, respaldando as decisões.

Nível 2 – Controle de todos os processos

Mais técnico, engloba os dispositivos que controlam os dispositivos de campo, automatizando a empresa.

 São representados pelos seguintes itens: 

  • CLP (Controlador Lógico Programável);
  • Computadores;
  • Microcontroladores.

Assim, os dados são coletados pelos sensores, executados pelos atuadores e controlados pelos dispositivos. 

Ou seja, a inteligência para a troca de informação é muito maior.

Por exemplo: os AGVs são equipados com vários sensores e dispositivos. Estes coletam dados sobre a operação e o ambiente de trabalho, auxiliando no controle realizado pelos CLPs e computadores.  

Nível 3 – Monitoramento e supervisão operacional

O centro da pirâmide é dedicado à supervisão da planta industrial, permitindo sua otimização. É a conexão entre a base e o topo.

Ele recebe todo o suporte do banco de dados coletado nos níveis anteriores, com informações relativas aos índices de produtividade e algoritmos de otimização.

Também está relacionado à adoção de ferramentas de controle e supervisão remota, como SCADA, IHM e Workstation.

Nível 4 – Planejamento e gerenciamento da planta industrial

Engloba a parte de planejamento dos processos de produção e logística dos recursos.

Nele, a tecnologia é altamente avançada, com o compartilhamento de dados corporativos. Ou seja, se volta às seguintes áreas:

  • Vendas;
  • Negócios;
  • Gestão financeira e foco no lucro. 

No nível 4, há a consolidação dos dados coletados e armazenados, permitindo o desenvolvimento de vários relatórios.

Nível 5 – Gestão financeira e administração dos recursos disponíveis

Chegamos à 5ª camada da pirâmide de automação. No topo, a principal responsabilidade é gerenciar toda a parte administrativa do processo, com destaque para a gestão financeira da empresa.

Nela, a administração dos recursos costuma contar com softwares específicos que auxiliam na tomada de decisões.

Este nível se desprende das ferramentas fabris (ligadas à base da pirâmide), focando especificamente na administração dos recursos no âmbito empresarial.

AGVs e AMRs: essenciais para fortalecer a base da pirâmide

Os Veículos Guiados Automaticamente (AGVs) e os Autonomous Mobile Robots (AMRs) são peças-chave na transformação digital da Indústria.

Mas você sabia que também desempenham um papel fundamental no fortalecimento da base da pirâmide de automação?

Ao otimizar a movimentação de materiais e integrar-se a outros sistemas, eles contribuem para uma produção eficiente, flexível e competitiva.

Ou seja, quando utilizados na indústria, proporcionam:

  • Maior produtividade;
  • Redução de custos operacionais;
  • Melhoria da qualidade, devido à integração com outros sistemas;
  • Flexibilidade;
  • Sustentabilidade, ao otimizar a utilização de recursos e reduzir o desperdício.

Neste caso, os AGVs e AMRs da Selettra, que estão em constante evolução, com novas funcionalidades, são a ferramenta certa para a otimização da operação e logística industrial.

Ao investir nestas soluções, as empresas fortalecem a pirâmide com dados e informações, otimizando processos e aumentando a competitividade no mercado global. Quer saber mais? Então acesse o catálogo da Selettra!

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