A Indústria 4.0, com sua promessa de fábricas inteligentes e otimização de processos, trouxe uma série de conceitos inovadores de destaque. Você sabia que a visualização deles é mais fácil em uma pirâmide da automação?
Pois é, essa é uma representação gráfica que permite ao gestor entender os níveis de controle da fábrica. Ajuda a gerenciar desde os simples dispositivos até os sistemas de gestão mais complexos.
Quer conhecer a pirâmide e de que forma ela auxilia na aplicação da automação industrial? Leia o artigo que preparamos!
O que é a pirâmide de automação?

Como visto acima, a pirâmide é a representação visual da organização hierárquica de processos.
Composta por 5 níveis, que apresentaremos ainda neste artigo, a análise da pirâmide se baseia em 2 pontos: base e topo.
Na base, temos os equipamentos em contato direto com o ambiente produtivo.
Por característica, ela possui quantidades bem maiores de itens (máquinas, sensores, ferramentas, que são geradores de informações.
No topo, por sua vez, ocorre todo o gerenciamento dos processos e da planta fabril, sendo representados por softwares e dados corporativos.
Nele, a coleta de dados é menor, mas os sistemas inteligentes têm informações valiosas para auxiliar nas tomadas de decisões e elevar o sucesso da operação.
Por que analisar a pirâmide é importante no atual cenário?
Segundo um levantamento da CNI, a Indústria 4.0 está presente em 69% das empresas. Além disso, vem causando uma profunda transformação na forma como as indústrias operam.
Segundo um documento técnico que trata do tema, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o termo é entendido como:
“futuro da produção, dentro de um esforço para revitalização das empresas em busca de liderança tecnológica e, consequentemente, de mercados globais cada vez mais competitivos”.
Neste contexto, a automação industrial é um dos pilares fundamentais.
Mas, para organizar as inovações e processos pode o apoio de uma boa ferramenta, caso da pirâmide de automação industrial, é imprescindível.
Como você pode ver na imagem já apresentada, ela considera cinco níveis, permitindo observar vários pontos, como:
- Otimização de processos, aumentando a eficiência e a produtividade;
- Tomada de decisões estratégicas quanto aos investimentos em novas tecnologias, expansão da capacidade produtiva e otimização de recursos;
- Implementação da Indústria 4.0;
- Gestão de riscos e implementação de medidas de segurança e redundância para garantir a continuidade das operações;
- Integração de sistemas.
Leia o tópico seguinte e conheça detalhes da pirâmide.
5 níveis da pirâmide de automação

Confira como funciona cada um dos níveis da pirâmide da automação. A partir deles, fica mais fácil visualizar esta ferramenta no contexto da sua empresa.
Vamos lá?
Nível 1 – Uso de atuadores, dispositivos de campo e instrumentos de medição
A base da pirâmide apresentará informações sobre tudo que envolve o chão de fábrica e tem contato direto com a produção. São os chamados dispositivos de campo.
Como exemplos, temos:
- Sensores:
- Transmissores;
- Atuadores;
- Instrumentos de medição;
- Protocolos de comunicação.
Ou seja, esta camada representa a parte operacional da fábrica. Nela, temos funcionários trabalhando e veículos transportando matérias-primas, permitindo a fabricação.
Importante reforçar que os AGVs e AMRs estão presentes no primeiro nível. Em sintonia com os dispositivos, geram dados e informações, respaldando as decisões.
Nível 2 – Controle de todos os processos
Mais técnico, engloba os dispositivos que controlam os dispositivos de campo, automatizando a empresa.
São representados pelos seguintes itens:
- CLP (Controlador Lógico Programável);
- Computadores;
- Microcontroladores.
Assim, os dados são coletados pelos sensores, executados pelos atuadores e controlados pelos dispositivos.
Ou seja, a inteligência para a troca de informação é muito maior.
Por exemplo: os AGVs são equipados com vários sensores e dispositivos. Estes coletam dados sobre a operação e o ambiente de trabalho, auxiliando no controle realizado pelos CLPs e computadores.
Nível 3 – Monitoramento e supervisão operacional
O centro da pirâmide é dedicado à supervisão da planta industrial, permitindo sua otimização. É a conexão entre a base e o topo.
Ele recebe todo o suporte do banco de dados coletado nos níveis anteriores, com informações relativas aos índices de produtividade e algoritmos de otimização.
Também está relacionado à adoção de ferramentas de controle e supervisão remota, como SCADA, IHM e Workstation.
Nível 4 – Planejamento e gerenciamento da planta industrial
Engloba a parte de planejamento dos processos de produção e logística dos recursos.
Nele, a tecnologia é altamente avançada, com o compartilhamento de dados corporativos. Ou seja, se volta às seguintes áreas:
- Vendas;
- Negócios;
- Gestão financeira e foco no lucro.
No nível 4, há a consolidação dos dados coletados e armazenados, permitindo o desenvolvimento de vários relatórios.
Nível 5 – Gestão financeira e administração dos recursos disponíveis
Chegamos à 5ª camada da pirâmide de automação. No topo, a principal responsabilidade é gerenciar toda a parte administrativa do processo, com destaque para a gestão financeira da empresa.
Nela, a administração dos recursos costuma contar com softwares específicos que auxiliam na tomada de decisões.
Este nível se desprende das ferramentas fabris (ligadas à base da pirâmide), focando especificamente na administração dos recursos no âmbito empresarial.
AGVs e AMRs: essenciais para fortalecer a base da pirâmide
Os Veículos Guiados Automaticamente (AGVs) e os Autonomous Mobile Robots (AMRs) são peças-chave na transformação digital da Indústria.
Mas você sabia que também desempenham um papel fundamental no fortalecimento da base da pirâmide de automação?
Ao otimizar a movimentação de materiais e integrar-se a outros sistemas, eles contribuem para uma produção eficiente, flexível e competitiva.
Ou seja, quando utilizados na indústria, proporcionam:
- Maior produtividade;
- Redução de custos operacionais;
- Melhoria da qualidade, devido à integração com outros sistemas;
- Flexibilidade;
- Sustentabilidade, ao otimizar a utilização de recursos e reduzir o desperdício.
Neste caso, os AGVs e AMRs da Selettra, que estão em constante evolução, com novas funcionalidades, são a ferramenta certa para a otimização da operação e logística industrial.
Ao investir nestas soluções, as empresas fortalecem a pirâmide com dados e informações, otimizando processos e aumentando a competitividade no mercado global. Quer saber mais? Então acesse o catálogo da Selettra!

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