A automação industrial é uma realidade cada vez mais presente na estrutura fabril. Ela acompanha os avanços tecnológicos e está associada à otimização de processos produtivos, simplificação de tarefas e promoção da segurança no setor.
O principal objetivo é promover a autonomia dos processos de fabricação, dando origem às “fábricas inteligentes”.
Neste artigo, você conhecerá tudo sobre a automação industrial, desde o seu funcionamento, passando pelos objetivos e vantagens de sua utilização.
O que é a automação industrial?

Movimento crescente no ambiente produtivo, a automação industrial é representada pelo uso de modernas soluções tecnológicas que vão otimizar processos em fábricas.
As tecnologias são variadas e englobam:
- Softwares;
- Hardwares;
- Máquinas eletromecânicas;
- Equipamentos específicos.
Tais ferramentas são responsáveis por aumentar a competitividade das indústrias no seu segmento, especialmente pela maior produtividade que oferecem.
Em outras palavras, é o emprego de tecnologia para gastar o mínimo possível de tempo e insumos na produção segura e eficiente.
Não por acaso, o investimento em automação é crescente em todo o mundo, com projeções na ordem dos bilhões.
Um compilado de pesquisas realizadas pela Zipdo salienta que, em 2025, o mercado deverá alcançar US$ 285,04 bilhões. E alguns setores se destacam globalmente:
- Robótica industrial: US$ 75,84 bilhões;
- Software: US$ 74,53 bilhões;
- Serviços: US$ 45,7 bilhões;
- Sensores: US$ 16,4 bilhões até 2025, entre outros.
Importante reforçar que a automação não visa substituir os humanos pelas máquinas, mas sim realocar os colaboradores para atividades mais estratégicas.
Em resumo, ela permite que os processos sejam ágeis, eficientes e seguros. Também preza pelos menores custos, desperdícios e erros.
Um breve histórico da automação industrial
Segundo um artigo publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a automação teve sua história iniciada a partir da substituição do controle manual por máquinas na produção de equipamentos.
Para o autor, isso aconteceu durante a Revolução Industrial (século XIX). Na época, a melhor forma de aumentar a produtividade era através da substituição da mão-de-obra em tarefas repetitivas.
Esse processo tornou-se mais visível com o desenvolvimento dos computadores, ocorrido após a década de 60, resultando nas redes industriais.
Todo o avanço permitiu a criação de uma rede de dispositivos computadorizados para unir dados de diferentes setores da empresa.
Atualmente, a automação avança rapidamente, com modernos sistemas adotados, seja na área fabril, seja na logística. Muitos deles já tem Machine Learning, IA, sistemas ciberfísicos e outras ferramentas tecnológicas.
Essas soluções permitem que a indústria alcance alguns objetivos fundamentais, como você verá a seguir.
Quais são os objetivos da automação industrial?

A evolução tecnológica da indústria é constante. O que usamos no início da década talvez já esteja ultrapassado atualmente. E o que temos hoje provavelmente não será tão útil daqui a 15 ou 20 anos.
Mas, uma coisa é certa! A aplicação da automação industrial mantém alguns objetivos em comum. Eles se relacionam tanto ao crescimento do setor quanto ao bem-estar e segurança dos profissionais.
Logo, as tecnologias atuam com os seguintes objetivos:
- Buscar formas de ampliar a produtividade;
- Promover a integração de diferentes setores;
- Reduzir custos de produção;
- Aumentar a qualidade das entregas e menor tempo de fabricação;
- Garantir a segurança operacional;
- Melhorar a gestão e monitoramento de processos;
- Diminuir as chances de falhas humanas durante a operação;
- Minimizar o consumo energético;
- Simplificar processos rotineiros e de manutenção, entre outros.
6 pilares da automação industrial
Segundo um artigo da TOTVS, a aplicação da automação industrial se baseia em seis pilares fundamentais. São eles:
1. Virtualização
Consiste na criação de modelos digitais, chamados de gêmeos digitais. O uso deles permite a realização de simulações e testes de cenários antes da implementação real da solução.
Também possibilita a integração entre o mundo físico e o virtual através da realidade aumentada (RA) e da realidade virtual (RV).
2. Descentralização
Relacionada à capacidade que os sistemas automatizados têm nas tomadas de decisões autônomas, sem a intervenção humana.
Com a descentralização, as máquinas se comunicam entre si e se adaptam às mudanças com inteligência.
3. Interoperabilidade
Refere-se à possibilidade da comunicação entre os sistemas internos e com ferramentas externas, sempre em tempo real. Para isso, os dispositivos IoT e a conexão via cloud computing são adotados.
4. Dados em tempo real
Os sensores e dispositivos conectados ao longo do processo produtivo coletam dados em tempo real de diversas situações.
Eles são automaticamente armazenados na nuvem e analisados por algoritmos de IA e big data, respaldando a tomada de decisões e a melhoria contínua dos processos.
5. Modularidade
Este termo é a capacidade de os sistemas se adaptarem às mudanças (de demanda ou de produto) por meio da adição, remoção ou alteração de módulos.
Com isso, a produção é flexível e personalizada, atendendo às necessidades com maior agilidade.
6. Orientação a serviço
A orientação a serviço é a capacidade que os sistemas automatizados têm em oferecer e utilizar serviços internos e externos por meio de interfaces padronizadas.
Ou seja, eles podem monitorar e remodelar dispositivos conforme a demanda ou necessidade.
Quais são as ferramentas mais utilizadas na automação industrial?

Como você viu, a automação industrial e suas inovações tecnológicas transformam a operação das fábricas, garantindo todos os objetivos anteriormente apresentados.
Mas você sabe quais são as principais ferramentas neste sentido? É sobre elas que falaremos neste tópico. Veja:
Sensores
São componentes importantes da automação. Eles transformam condições físicas, como temperatura, pressão e movimentos, em sinais que podem ser interpretados.
Essa é a base para a automação, possibilitando que as máquinas tomem decisões de maneira autônoma.
A quantidade de sensores é diversa, e eles são aplicados em uma ampla gama de contextos. Dessa forma, desde a detecção de obstáculos na linha de montagem até o monitoramento de condições ambientais.
A navegação de veículos autoguiados (AGVs), por exemplo, é assessorada por estes dispositivos. Alguns modelos fazem o mapeamento do local, permitindo que se movam de forma autônoma.
Softwares
Representam o coração da automação industrial. Eles utilizam dados fornecidos pelos sensores e permitem um melhor gerenciamento e controle dos processos de produção.
Voltando ao nosso exemplo dos AGVs, os softwares orquestram a movimentação dos veículos autoguiados, baseando-se em lógicas de programação complexas e algoritmos de otimização.
Eles também contribuem com a:
- Manutenção da qualidade;
- Eficiência energética;
- Monitoramento da saúde das máquinas;
- Oferta de insights valiosos para a tomada de decisões estratégicas na empresa.
Robôs colaborativos (cobots)
Os cobots tornam a automação industrial acessível e inteligente, integrando processos que, até então, eram delegados aos humanos.
Eles são desenvolvidos para interagir com os colaboradores, permitindo uma cooperação perfeita e segura.
Dessa forma, a mão de obra é liberada para tarefas mais significativas e de maior custo-benefício para a linha de produção.
Banco de dados por nuvens
São ferramentas utilizadas para armazenar os grandes volumes de informações gerados pelas indústrias e seus sistemas. Logo, garantindo o acesso em tempo real e de qualquer lugar.
São também responsáveis por realizar a proteção de dados e a segurança das informações.
Veículos autoguiados (AGV)
Nos últimos anos, a indústria vem testemunhando a automação na forma de Automated Guided Vehicle ou veículos autoguiados.
Em 2024, dados da Mordor Intelligence indicam que este mercado vale US$ 5,56 bilhões, mas tem a expectativa de saltar para US$ 8,27 bilhões em 2029.
Basicamente, o AGV faz referência à movimentação interna e armazenagem de materiais na indústria e na logística, de forma autônoma. Ele possui vários tipos que levam automação às empresas, como:
- Empilhadeiras autônomas;
- Transportador gravitacional;
- AMR (Autonomous Mobile Robots);
- AGVs Rebocadores;
- Transportador de carga pesada.
Tais soluções oferecem uma série de vantagens, como segurança, aumento da precisão e produtividade, e redução do custo de mão de obra.
Eles representam um primeiro passo para a automação industrial, também servindo para complementar outros sistemas automáticos na logística e área de produção. Vale a pena conhecer!

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