Você já ouviu falar no Diagrama de Ishikawa? Essa é uma ferramenta essencial e muito usada para conhecer as causas de um problema.
Bastante visual, ele permite “dissecar” todas as possíveis razões de um determinado gargalo. Consequentemente, ajuda o gestor a descobrir as verdadeiras causas-raíz, auxiliando a atacá-las com mais efetividade.
Imagine que um gestor está tentando descobrir por que um determinado processo logístico apresenta resultados insatisfatórios de forma recorrente.
O diagrama de Ishikawa ajuda a identificar as possíveis causas com maior clareza.
Quer saber mais? Acompanhe o artigo e veja de que forma essa ferramenta auxilia sua atividade a corrigir gargalos na produção com maior clareza.
O que é o Diagrama de Ishikawa?
Também conhecido como “Diagrama Espinha de Peixe” ou “Diagrama de Causa e Efeito”, essa é uma ferramenta adotada na análise de processos diversos com foco na identificação dos reais motivos de um problema.
Criado na década de 60 pelo professor e “pai da gestão da qualidade” Kaoru Ishikawa (1915-1989), o diagrama tem uma forma visual que se assemelha a um esqueleto de peixe.
Nele, estão apresentadas todas as causas e efeitos que auxiliam a descobrir a raiz de um gargalo em um determinado processo.
A representação gráfica abaixo deixa o entendimento mais claro. Veja:

No diagrama, a “cabeça” do peixe representa o problema que deve ser resolvido.
Da “espinha central” saem ramificações que representam as categorias de causas potenciais. Elas correspondem às categorias mais comuns de um gargalo que, segundo um publicado no LinkedIn, são:
- Mão de obra;
- Método;
- Máquina;
- Material;
- Medida;
- Meio ambiente.
Ao investigar cada uma destas categorias, fica fácil identificar a causa específica, permitindo a tomada de medidas corretivas direcionadas.
Tratar os sintomas ou a raiz do problema?
Uma das melhores aplicações do Diagrama Espinha de Peixe é a sua capacidade de auxiliar na resolução de gargalos logísticos. Entre eles, se destacam:
- Atrasos na produção;
- Custos elevados;
- Falta de eficiência operacional;
- Falhas na sincronização da cadeia de abastecimento, entre outros.
De uma maneira totalmente visual, a ferramenta permite que os gestores identifiquem a causa raiz dos gargalos enfrentados e não apenas seus sintomas.
Quer entender melhor? Então, veja uma analogia com as decisões médicas em um hospital.
Imagine um paciente com febre alta. Um antitérmico pode aliviar o sintoma, mas a doença pode continuar a se alastrar.
Mas, se for descoberto o motivo da febre, um tratamento específico poderá ser elaborado para curar o paciente.
Na gestão de processos logísticos, a situação é a mesma. Resolver apenas os atrasos de uma entrega, por exemplo, pode trazer alívio momentâneo, mas não é uma garantia de que o problema será definitivamente solucionado.
Por outro lado, se o gestor conhece a causa dos sintomas, as possibilidades de resolução crescem.
Ou seja, o Diagrama de Ishikawa permite visualizar, de forma organizada, o que realmente contribui para as causas do contratempo, mostrando-o com clareza.
Dessa forma, ao invés de simplesmente tratar os sintomas, o diagrama funciona como um guia da jornada de investigação para descobrir sua raiz.
Como aplicar o diagrama na área logística em 4 passos?

Em indústrias e armazéns, a logística interna de suprimentos é uma área complexa, com diversas vertentes. Consequentemente, alguns desafios impactam diretamente os resultados de uma empresa.
Ao rodar o Diagrama de Ishikawa, o gestor consegue identificar as causas desses gargalos, tendo mais informações para saná-los.
Mas, como aplicar a ferramenta? O preenchimento é bastante simples e ocorre em 4 passos. Veja:
1. Identifique o problema
O ponto inicial é saber o que você deseja resolver. Essa informação estará na “cabeça do peixe”.
2. Categorize as causas
Liste os possíveis motivos subjacentes e coloque nas ramificações da espinha central.
Elas podem incluir falhas de processo, algum tipo de ineficiência, erros humanos, organização do ambiente, entre outros.
3. Análise detalhada
Essa é a fase para analisar tudo o que foi identificado como motivo. Nela, explore cada categoria (ramificações da espinha) em detalhes e entenda quais são as causas-raiz do problema.
Aqui, responda à pergunta: “Por que esse problema está acontecendo?”.
4. Promova as ações corretivas
Com base no que foi descoberto, pense nas decisões e medidas capazes de eliminar o problema.
Para isso, elabore um plano de ação, dentro de um fluxograma, para que toda a equipe possa remediar ou resolver a causa em questão.
Lembre-se: o objetivo é sempre resolver a raiz de um gargalo, impedindo que ele volte a acontecer.
Para entender melhor, veja o exemplo prático que apresentamos anteriormente: o atraso nas entregas.
Utilizando o Diagrama de Ishikawa, será possível identificar algumas causas:
- Máquina: equipamentos com defeito ou falta de manutenção;
- Material: falta de matéria-prima, queda de qualidade ou atrasos no fornecimento;
- Mão de obra: falta de treinamento de profissionais, erros operacionais ou problemas de comunicação interna;
- Método: processos ineficientes, falta de padronização ou de organização da operação;
- Meio ambiente: condições climáticas adversas, infraestrutura defeituosa ou acidentes;
- Medida: falta de indicadores de desempenho ou sistemas de monitoramento ineficientes.
Cabe ao gestor atacar cada um deles com ações específicas, como manutenção de maquinário, treinamento de colaboradores, escolha de fornecedores, padronização da operação e demais possibilidades.
Conte com a Selettra para otimizar seus processos e resolver gargalos logísticos
O Diagrama de Ishikawa só irá funcionar com ações efetivas dos gestores e do uso das ferramentas corretas, especialmente aquelas ligadas à Logística 4.0.
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